Pťtala de Rosa
"Não quero ser a introdução, nem a conclusão do livro da sua vida. Ficaria feliz em ser apenas um capítulo pelo qual você se orgulhasse."
Mariana Faria
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Ah... O Amor!

 
Acho uma pena que falar em coração tenha se tornado uma coisa tão antiga.
Mas o fato é que tornou-se.
Coração dilacerado, coração em pedaços, coração na mão...
Sentimos tudo isso, mas a verbalização soa piegas.
E, no entanto, estamos falando dele, do nosso √≥rg√£o mais vital, do nosso armazenador de emo√ß√Ķes, do mais forte opositor do c√©rebro, este sim, em fase de grande prest√≠gio.
O que est√° em alta?
Inteligência, raciocínio, lógica, perspicácia!
Gostamos de pessoas que pensam r√°pido, que s√£o coerentes, que evoluem, que fazem os outros rirem com suas ironias e coment√°rios espertos.
Toda essa efici√™ncia s√≥ corre risco de desandar quando entra em cena o inimigo n√ļmero 1 do c√©rebro: o cora√ß√£o.
√? o cora√ß√£o que faz com que uma super mulher independente derrame baldes de l√°grimas por causa de uma discuss√£o com o namorado.
√? o cora√ß√£o que faz com que o empres√°rio que precisa enxugar a folha de pagamento relute em demitir um pai de fam√≠lia.
√? o cora√ß√£o que faz com que todos tremam seus queixinhos quando o Faust√£o p√Ķe no ar o quadro arquivo confidencial!
Eu gostaria que o coração fosse reabilitado, que a simples menção dessa palavra não sugerisse sentimentalismo barato, mas para isso é preciso tratá-lo com o mesmo respeito com que tratamos o cérebro, e com a mesma economia.
Se a expressão "beijo no coração" é considerada "over", voltemos a ser simples.
Mandemos beijos e abraços sem determinar onde; quem os receber, tratará de senti-los no local adequado.

Martha Medeiros

 
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